A Segurança Pública de Alagoas foi abalada por uma tragédia interna na madrugada desta quarta-feira, 20 de maio de 2026. Os policiais civis Denivaldo Pereira, de 47 anos, e Yago Gomes Pereira, de 33 anos, foram assassinados a tiros dentro de uma viatura descaracterizada no município de Delmiro Gouveia, localizado no Sertão alagoano.
De acordo com as informações preliminares colhidas pelas autoridades, o autor dos disparos foi um próprio colega de corporação, um agente de 61 anos, que viajava no banco traseiro do veículo enquanto o grupo retornava de uma missão oficial.
O principal suspeito foi localizado pelas forças de segurança e preso em sua residência poucas horas após o crime. O cenário encontrado pelas equipes de resgate evidenciou a violência extrema e a total falta de chance de defesa das vítimas.
Acionados para atender a ocorrência emergencial, militares do Corpo de Bombeiros de Alagoas constataram que tanto Denivaldo quanto Yago foram atingidos por disparos de arma de fogo diretamente na região da cabeça.
Devido à gravidade letal dos ferimentos, os dois policiais não resistiram e morreram ainda no local do atentado, antes mesmo que pudessem receber qualquer tipo de suporte médico ou encaminhamento hospitalar.
Ambos os policiais assassinados eram naturais de outros estados do Nordeste, mas dedicavam suas carreiras e vidas ao policiamento em Alagoas. O agente Yago Gomes Pereira era natural de Sergipe, enquanto o policial Denivaldo Jardel Pereira nasceu em Pernambuco.
Os dois eram lotados na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia e, segundo relatos de companheiros de farda, exerciam suas funções diárias com extremo profissionalismo e dedicação em prol da segurança da sociedade alagoana.
Em nota oficial de profundo pesar e consternação, a Polícia Civil de Alagoas lamentou a perda trágica e manifestou total solidariedade aos familiares, amigos e parceiros de profissão das vítimas neste momento de dor.
A instituição sublinhou o valor incomensurável do serviço prestado pelos agentes ao longo de suas trajetórias honradas na corporação. O caso segue sob a responsabilidade de investigadores especializados, que realizam perícias técnicas detalhadas.
