Como parte das investigações sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, a Justiça autorizou a exumação do corpo para realização de nova perícia e os laudos serviram ao inquérito da polícia civil.
As informações detalhadas dos laudos periciais constam no inquérito e não foram divulgados de forma íntegra ao público. No entanto, alguns detalhes começaram a ser divulgados por portais de notícia de todo o país.
Uma reportagem da CNN, por exemplo, revela que um dos laudos revelam que Gisele esteve em atividade sexual próximo ao período em que foi morta. A informação chama a atenção porque confronta informações do tenente-coronel Geraldo Rosa Neto.
Preso e indiciado por feminicídio, ele negou ter tido qualquer contato íntimo com a esposa. Em depoimento, Geraldo afirmou que os dois viviam uma crise conjugal e que dormiam em quartos separados há meses. Afirmou ainda que havia interagido com Gisele apenas verbalmente, quando teria comunicado a decisão de se divorciar.
Geraldo e Gisele estavam sozinhos no apartamento. A perícia conseguiu coletar amostras do espermatozoide encontrado no canal vaginal da soldado e submeteu o material para análise de DNA. Para a polícia, o laudo desmente a versão apresentada por Rosa Neto sobre a dinâmica dos fatos.
Gisele pode ter sido agredida antes de ser morta, aponta a polícia
A perícia concluiu, segundo apuração do portal UOL, que Gisele teria sido imobilizada por trás enquanto recebia um tiro na cabeça. O agressor teria segurado a vítima pelo pescoço, com a mão esquerda, por trás, enquanto disparava a arma com a mão direita.

“O mosaico probatório indica que Gisele foi abordada por trás. O laudo necroscópico registrou ‘estigmas digitais’ (marcas de dedos) na mandíbula e ‘estigma ungueal’ (marca de unha) no pescoço, sugerindo que ela foi imobilizada com força. Foram encontradas ainda lesões recentes na face e na axila, compatíveis com uma agressão física prévia ao disparo”, diz manifestação do MP.
