Após uma cena de confusão no litoral de São Paulo, uma história de uma família sem estruturas veio à tona neste último final de semana, envolvendo uma mulher de 41 anos.
A designer têxtil foi presa no sábado, dia 16 de agosto, após confessar ter matado o próprio pai a facadas, alegando que era explorada por ele desde a infância e que estava sobrecarregada com os cuidados.
As fontes são da Polícia Civil de Itanhaém, que colheu o depoimento da mulher. Segundo o delegado Luiz Carlos Vieira, ela alegou “que se prostituía, segundo ela, por influência do pai, por algo que aprendeu desde criança”.
Além disso, ela declarou que havia material de exploração infantil na casa, que foi apreendido para perícia. Com a notícia da confissão, os detalhes do crime foram revelados.
A mulher contou que, na manhã de sábado, foi tomada por um forte estresse enquanto cuidava do pai, de 74 anos, que tinha a saúde debilitada. Ela então pegou uma faca e o golpeou 20 vezes enquanto ele estava deitado na cama.
A prisão da suspeita aconteceu de forma inusitada. Após o crime, ela tirou as roupas e saiu nua pelas ruas do centro de Itanhaém, algo que chamou atenção.
Abordada pela Guarda Municipal, ela confessou o assassinato, levando os agentes até o apartamento, onde encontraram o corpo do idoso com a faca ainda cravada no abdômen.
Segundo o delegado, o estresse relatado pela mulher vinha se acumulando há anos. “O cenário que nós colhemos é de uma pessoa que tinha a incumbência de cuidar do seu pai e esse cenário, essas atribuições dela […] foram se alargando ao longo do tempo”, explicou.
No momento, a mulher teve sua prisão convertida em preventiva e está na cadeia feminina de São Vicente. A Polícia Civil investiga as duas motivações alegadas por ela e não descarta a hipótese de que tenha agido durante um surto psicótico.
