O cenário clínico de Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, apresenta sinais de uma recuperação gradual, embora ainda cercada pelo rigor que uma internação em Unidade de Terapia Intensiva exige.
Segundo as atualizações fornecidas pelo cardiologista Brasil Caiado, os exames realizados nesta manhã trouxeram resultados parciais animadores, consolidando uma tendência de melhora que já vinha sendo observada desde o início da semana.
O ex-presidente completou hoje seu segundo dia consecutivo de evolução clínica positiva, um marco importante para quem deu entrada no Hospital DF Star, em Brasília, na última sexta-feira com um quadro de saúde bastante fragilizado.
Apesar do otimismo moderado da equipe médica, a complexidade da broncopneumonia bacteriana bilateral, causada pela aspiração de líquido estomacal, impõe limites à euforia de aliados e familiares.
O doutor Brasil Caiado foi transparente ao explicar que a recuperação dos pulmões não está ocorrendo de forma uniforme. Enquanto o pulmão direito já demonstra uma melhora parcial considerável, o mesmo não acontece com o esquerdo.
O pulmão esquerdo ainda apresenta um comprometimento moderado e difuso, o que mantém o paciente sob observação constante e dependente de cuidados intensivos.
Essa assimetria na recuperação é comum em quadros de pneumonia aspirativa, mas exige que a junta médica mantenha o tratamento com antibióticos e o suporte clínico sem pressa para uma transferência para o quarto comum ou para a unidade semi-intensiva.
Até o momento, não existe uma previsão oficial para a alta hospitalar, e a expectativa é que Bolsonaro permaneça internado por, no mínimo, sete dias para garantir que a infecção seja totalmente debelada e que sua capacidade respiratória se estabilize.
A permanência na UTI, portanto, não é apenas uma medida de segurança, mas uma necessidade técnica diante de um quadro que, embora em trajetória de melhora, ainda exige intervenções rápidas caso ocorra qualquer oscilação.
O foco dos próximos dias continuará sendo o monitoramento dos marcadores inflamatórios e a resposta pulmonar, enquanto o ex-presidente segue o protocolo de repouso absoluto e tratamento medicamentoso sob vigilância rigorosa.
