Nesta quarta-feira (18/03), mensagens trocadas por Gisele Alves e o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, foram expostas na imprensa e circulam nas redes sociais. Mais uma vez, o comportamento abusivo do marido foi exposto.
Nas mensagens, Gisele se queixa do comportamento do então marido e questiona o porque dele ter insistido para manter o casamento, após um movimento dela de encerrar a relação.
“Lugar de mulher é em casa, cuidando do marido. E não na rua, caçando assunto. Rua é lugar de mulher solteira à procura de macho“, disse Geraldo nas mensagens. Gisele então se queixa por ter sido chamada de “burra” e questiona o marido.
“Não dá para entender. Você pediu para eu não ir embora. Eu fico e você continua igual, até pior, com seu tratamento. Falando coisas para me humilhar, para me provocar”, escreveu a soldado da PM.
Tenente-coronel foi preso e indiciado por feminicídio
A morte da PM Gisele Alves chegou a ser inicialmente tratada como suicídio, mas a polícia investigou mais a fundo após questionamento da família. O que se revelou foi um cenário de abusos e humilhações.
Segundo as investigações, Gisele já tinha manifestado o desejo de se separar e chegou a confessar para pessoas próximas que tinha medo do marido, afirmando que se algo acontecesse com ela teria sido ele o responsável.
As provas unidas no inquérito apontam um relacionamento marcado por perseguição e controle de Geraldo, que chegou a intimidar amigos de Gisele, conforme mostra uma conversa entre ele e um amigo de infância da PM.
Para a polícia civil, Gisele foi vítima de feminicídio cometido pelo próprio marido. O tenente-coronel também foi indiciado por fraude processual, já que teria tentado prejudicar as investigações da polícia. Ele foi preso nesta semana, em caráter preventivo.
