A morte de uma criança de apenas 3 anos, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, entrou na mira do Ministério Público do estado. A criança, segundo informações, tinha sinais claros de maus-tratos.
O caso esta tramitando não apenas na esfera criminal, que apura os abusos sofridos pela criança; como também na esfera civil, a partir da abertura de um inquérito para investigar se houve omissão do poder público, destacadamente o Conselho Tutelar.
Na manhã da última terça-feira (17/02), a menina foi levada à UPA do município e os médicos constaram que a criança já estava em óbito. Após confirmação da morte da criança, as autoridades foram acionadas.
Os médicos apontaram indícios de maus-tratos evidentes, como: desnutrição grave, perda de massa muscular e hematomas aparentes no corpo da criança. A investigação da Polícia Civil aguarda laudo do Instituto Médico Legal, mas os relatos médicos já foram registrados.
Segundo as informações já obtidas pelo IML, a criança tinha sinais de violência recorrente pelo corpo (o que pode ser observado através da “idade” dos hematomas, por exemplo). Além disso, uma análise documental apontou que a criança não recebia atendimento de serviços de saúde desde 2023.
Ao tomar conhecimento do caso, o MPSP solicitou histórico de atendimentos realizados tanto pelas Secretarias de Saúde e Assistência Social, quanto pelo Conselho Tutelar. O objetivo é entender se houve omissão, isto é, se o poder público poderia ter tomado alguma ação para impedir que a criança continuasse a sofrer maus-tratos.
Embora a polícia ainda aguarde laudos, a perícia já apontou que a menina esteve morta por cerca de 6h à 12h antes de ser levada à UPA. A menina, identificada como Sophia Emanuelly dos Santos, morava com o avô e a parceira dele. Vizinhos relataram à polícia que a criança não era vista há cerca de um mês.
