Uma sequência de eventos dramáticos marcou o domingo (17) em Rio do Sul, Santa Catarina, quando Daiane Dias, de 41 anos, teria incendiado duas residências: a de seu ex-marido, Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiü França, e sua própria casa, localizadas no mesmo terreno.
O episódio ocorreu dias após Tiü França, de 59 anos, tirar a própria vida em um atentado suicida em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Vizinhos que ajudaram no resgate relataram momentos de desespero. Segundo Maria Lúcia, recicladora e vizinha da mulher, Daiane clamava por socorro enquanto seu corpo apresentava queimaduras severas, “muito queimada, com a pele caindo.”
Ela também gritava o nome do ex-marido, afirmando que desejava morrer com ele. Os bombeiros foram acionados e a encontraram coberta por uma substância inflamável, usada para provocar o incêndio, que deixou marcas pela propriedade.
“Eu tentei puxar ela, peguei um cobertor e joguei em cima. Ela estava com a carne viva. Eu consegui arrastar ela para fora e coloquei ela no canto lá da farmácia, mas ela estava pegando fogo. Chamei os bombeiros, mas eles não vieram”, relatou Altair, um dos vizinhos que ajudou no resgate.

Após o resgate, Daiane foi levada em estado grave ao Hospital Regional Alto Vale, apresentando queimaduras de 1º, 2º e 3º graus em todo o corpo. A casa de Tiü França, parcialmente destruída pelas chamas, era uma das duas propriedades atingidas no lote.
A ocorrência detalhada pelo Corpo de Bombeiros confirmou que o fogo consumiu parte da residência de 50 metros quadrados. Testemunhas apontam Daiane como a responsável pelo incêndio, ocorrido em um momento de aparente descontrole emocional e desespero.
O caso está sendo investigado pela Polícia Federal, dado o vínculo com o atentado realizado por Tiü França em Brasília, que gerou grande repercussão nacional.
Este episódio ressalta os impactos psicológicos e sociais de tragédias familiares, expondo a necessidade de assistência adequada a pessoas em situações de crise emocional.
