ALERTA: Super El Niño pode ser um dos mais intensos já registrados; veja o que pode acontecer

Há uma grande possibilidade de enfrentarmos um forte fenômeno

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O El Niño pode trazer consequências severas para diferentes partes do planeta, alterando temperaturas, chuvas e até o risco de incêndios e deslizamentos. Agora, pesquisadores acompanham a possibilidade de formação de um chamado “Super El Niño”, com potencial para figurar entre os episódios mais intensos já registrados e ampliar a preocupação com eventos climáticos extremos.

O fenômeno acontece quando os ventos alísios perdem força e permitem que águas mais quentes do Pacífico se desloquem em direção ao leste. Essa mudança interfere na circulação atmosférica e pode produzir efeitos a milhares de quilômetros de distância.

A ciência passou a monitorar o fenômeno de maneira mais precisa depois de episódios históricos. Entre 1982 e 1983, um El Niño de grande intensidade provocou consequências importantes no Brasil, incluindo períodos de seca no Nordeste e enchentes em Santa Catarina.

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Atualmente, centenas de boias espalhadas pelo Oceano Pacífico enviam dados sobre temperatura e ventos em tempo real. Essas informações ajudam especialistas a acompanhar a evolução do fenômeno e elaborar previsões com meses de antecedência.

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Mas os cientistas também recorrem ao passado. Estalagmites encontradas em cavernas funcionam como verdadeiros arquivos naturais. Suas camadas podem registrar mudanças de umidade e períodos de chuvas intensas ocorridos há milhares de anos. Uma das formações estudadas preserva aproximadamente 2.300 anos de informações climáticas.

As projeções atuais indicam alta possibilidade de um El Niño muito forte, cujo auge é esperado para dezembro. A influência do fenômeno, porém, pode permanecer durante o primeiro semestre de 2027.

No Brasil, o cenário preocupa principalmente por causa do calor e da redução das chuvas em determinadas regiões. Na Amazônia, a combinação entre temperaturas elevadas e estiagem pode favorecer incêndios, embora o fogo normalmente dependa da ação humana para começar.

Os impactos não ficam restritos ao território brasileiro. Indonésia, China e outras regiões também podem enfrentar alterações no regime de chuvas, incêndios, enchentes e problemas no transporte.

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Diante desse cenário, pesquisadores apostam em tecnologia para antecipar riscos. Drones, sensores e equipamentos instalados em áreas vulneráveis já são utilizados para identificar movimentações do solo e emitir alertas.

Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira