A Polícia Civil de Itapetininga, no interior de São Paulo, investiga uma trágica sequência de eventos que resultou na morte de um casal e mais detalhes chamam atenção.
Na manhã de terça-feira, 16 de junho de 2026, o motorista Diego Rodrigues, de 35 anos, faleceu instantaneamente após o carro que conduzia invadir a pista contrária e colidir frontalmente contra uma carreta no quilômetro 185 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270).
Horas após o acidente fatal, a esposa do condutor, Sara Letícia Rodrigues, de 25 anos, foi encontrada degolada sobre a cama da residência onde o casal morava, localizada no bairro Vila Asem.
De acordo com o delegado a frente do caso, Luiz Henrique Nunes, a principal linha de investigação trabalha com a hipótese de feminicídio seguido de suicídio.
O casal tinha uma audiência marcada exatamente para a data do crime para assinar os papéis do divórcio, e os indícios sugerem que o homem não aceitava o término do relacionamento.
A suspeita das autoridades é de que Diego tenha assassinado a esposa na residência e, na sequência, utilizado o próprio veículo para tirar a própria vida na rodovia.
Antes de cometer os atos, o homem teria deixado o filho do casal, de apenas um ano de idade, sob os cuidados da avó paterna. A descoberta do corpo de Sara Letícia ocorreu por conta dos desdobramentos do acidente de trânsito.
Logo após confirmarem o óbito de Diego na rodovia, os policiais militares rodoviários entraram em contato com os familiares dele para reportar o ocorrido. Ao tentarem avisar a esposa, os parentes não obtiveram nenhuma resposta por telefone.
Diante do sumiço incomum, o irmão de Sara decidiu ir até o imóvel do casal. Ao notar que o ambiente parecia trancado por dentro, ele pulou o muro dos fundos e, ao entrar no quarto, localizou a irmã já sem sinais vitais e com um corte profundo no pescoço.
Em depoimento formalizado, motorista da carreta atingida relatou que trafegava regularmente por sua faixa de rolamento quando foi surpreendido pelo automóvel de Diego, que vinha na contramão e jogou o veículo diretamente contra o caminhão.
O caminhoneiro não sofreu ferimentos físicos, mas destacou a impossibilidade de realizar uma manobra evasiva devido à velocidade do carro. Equipes da Polícia Científica realizaram perícias detalhadas tanto nos destroços do automóvel quanto na residência do casal.
