Dias antes de ser morta, advogada fez denúncia de ameaças e tinha medida protetiva

Vítima relatou descumprimento da medida e ameaças no último domingo, dia 14 de junho

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Embora sejam instrumentos fundamentais para proteger vítimas de violência doméstica, as medidas protetivas nem sempre conseguem impedir que situações de risco evoluam para consequências irreversíveis.

Casos registrados em diferentes regiões do país mostram que, mesmo após denúncias formais e decisões judiciais, muitas mulheres continuam convivendo com ameaças, perseguições e episódios de intimidação que acabam culminando em desfechos alarmantes.

Um caso que gerou forte repercussão em Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais, reforça essa preocupação. A advogada criminalista Ana Paula Rocha de Jesus foi morta a tiros na última terça, dia 16 de junho, em um estacionamento localizado na região central da cidade.

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O principal suspeito é o ex-marido, Lucas Gomes Pinto, que também morreu no local após disparar contra si mesmo. Novas informações revelam que a profissional havia procurado a Polícia Militar apenas dois dias antes do crime para denunciar o descumprimento de uma medida protetiva.

Segundo o registro policial, Ana Paula relatou que o ex-companheiro apareceu em um bar da cidade, mesmo estando proibido de se aproximar dela por determinação judicial. Ainda conforme o boletim, o homem estava acompanhado da atual namorada e teria dirigido ofensas à advogada em público.

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A situação provocou constrangimento e reforçou o sentimento de insegurança vivido pela vítima. Durante o atendimento, ela contou aos policiais que enfrentava episódios de perseguição havia aproximadamente três anos, período em que o casal permaneceu separado.

A advogada também relatou situações envolvendo aparições inesperadas em locais públicos, além de outros comportamentos que vinham causando medo e desgaste emocional. Segundo ela, parte desses episódios teria sido presenciada por testemunhas e registrada em vídeo.

Na terça, Ana Paula foi até um estacionamento na Rua Belo Horizonte para buscar seu veículo. Testemunhas afirmaram que ela percebeu a presença do ex-marido e tentou deixar o local, mas acabou alcançada. De acordo com a Polícia Militar, Lucas efetuou disparos contra a vítima e, logo depois, atirou contra si.

A Polícia Civil apura o caso como feminicídio seguido de suicídio. A morte da advogada provocou ampla repercussão na cidade e reacendeu o debate sobre a efetividade das medidas de proteção destinadas às vítimas de violência doméstica.

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Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira