O cenário geopolítico atingiu um nível de surrealismo digital nesta semana, com o uso de Inteligência Artificial para fins de propaganda religiosa e política e as redes sociais continuam comentando cada detalhe desta nova ‘batalha’.
O que começou com uma postagem de Donald Trump, na qual ele aparecia em uma imagem gerada por IA como uma figura messiânica curando um enfermo, escalou para uma resposta agressiva da Embaixada do Irã no Tajiquistão.
Em um vídeo também produzido por IA, a representação de Jesus Cristo é utilizada para lançar o ex-presidente dos EUA ao “inferno”, uma retaliação simbólica direta em meio às crescentes tensões militares entre os dois países.
A defesa de Trump para a primeira postagem (que foi deletada após críticas) beirou o cômico. O norte-americano afirmou que a imagem não o retratava como Jesus, mas como um médico da Cruz Vermelha, justificando que “melhora muito as pessoas”.
— Iran Embassy in Tajikistan (@IRANinTJ) April 14, 2026
No entanto, o recuo durou pouco: na quarta-feira, 15 de abril de 2026, ele dobrou a aposta ao publicar uma nova imagem de IA onde é abraçado por Jesus sob a bandeira dos EUA, desafiando o que chamou de “lunáticos da esquerda radical”.
Para além da “guerra de memes” de alto nível, o conflito possui raízes profundas na diplomacia real. Trump tem atacado publicamente o Papa Leão XIV, rotulando-o como “fraco” e “péssimo em política externa”.
O motivo central é o apelo persistente do Papa por um cessar-fogo e por vias diplomáticas no conflito com o Irã. Demonstrando uma postura resiliente, o Papa declarou não temer o governo Trump e reafirmou que sua missão é proclamar a mensagem de paz.
Esse duelo digital ocorre simultaneamente a alegações iranianas de terem abatido um segundo caça F-35 dos Estados Unidos e a um cenário econômico interno desafiador para Trump, com a inflação em disparada.
