Acidentes em áreas urbanas próximas a pontes e córregos costumam gerar preocupação entre moradores, especialmente quando existem reclamações antigas sobre problemas estruturais e falta de segurança no local.
Em diversas cidades brasileiras, trechos considerados perigosos acabam sendo alvo frequente de pedidos por melhorias, sinalização e obras preventivas para evitar novos episódios graves envolvendo motoristas e pedestres.
Na cidade de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, foi confirmada a morte de Maurício Ávila da Silva, de 19 anos, segunda vítima do acidente registrado na madrugada desta última sexta-feira (15).
O jovem dirigia o carro que caiu de uma ponte na rua Diogo Cardoso Feuser e chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos após ser encaminhado para atendimento médico.
A primeira vítima identificada foi Davi de Jesus Tomaz, de 21 anos, que morreu ainda no local. Segundo informações da Polícia Militar, o veículo ficou praticamente submerso em um córrego de esgoto a céu aberto, em uma área considerada de difícil acesso entre os bairros Imperatriz e São Francisco.
A ocorrência começou após uma moradora ouvir um forte barulho durante a madrugada e perceber que um carro havia despencado da ponte. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o automóvel quase totalmente coberto pela água.
Para realizar o resgate, os militares precisaram descer um barranco e entrar no córrego para retirar as vítimas do interior do veículo. O caso provocou forte repercussão na cidade, principalmente porque a ponte onde ocorreu o acidente já vinha sendo alvo de reclamações de moradores.
O vereador Toninho da Figueira afirmou que fazia alertas frequentes sobre os riscos existentes no local e cobrava melhorias na estrutura há anos. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar lamentou o ocorrido e afirmou que o acidente poderia ter sido evitado.
Durante o atendimento da ocorrência, o vereador acabou sendo conduzido pela Polícia Militar após entrar em uma área isolada pelas equipes de segurança. Segundo a corporação, ele teria interferido nos trabalhos realizados no local e na atuação da perícia técnica.
Em nota, Toninho da Figueira declarou que foi até a região após ser procurado por moradores e negou qualquer intenção de atrapalhar o trabalho policial. A morte dos dois jovens gerou comoção entre familiares, amigos e moradores da região.
O caso também reacendeu discussões sobre infraestrutura urbana, prevenção de acidentes e a necessidade de manutenção em pontos considerados perigosos pela população.
