Na última sexta-feira (15/05), o Ministério Público de São Paulo denunciou um grupo de 11 pessoas por crimes financeiros contra os cofres públicos. Dentre os denunciados, esta o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma.
O MPSP ainda solicitou a aplicação de medidas cautelares contra o empresário, incluindo apreensão de passaporte e uso de tornozeleira eletrônica. O órgão solicitou ainda que Sidney passe a prestar contas à Justiça mensalmente e seja impedido de deixar o local onde mora.
O caso tramita na 1.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, mas até o momento a Justiça ainda não se manifestou sobre a denúncia do Ministério Público.
Sidney Oliveira chegou a ser preso em agosto do ano passado, no escopo da investigação do Ministério Público, que apurava indícios de uma organização criminosa que envolvia inclusive auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda.
Sidney é acusado de integrar um esquema criminoso que fraudava regras fiscais. Dentre os crimes apontados pelo MPSP estão lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo as investigações, o esquema movimentava bilhões de reais.
Segundo o MPSP, o esquema criminoso operou por cerca de quatro anos. Alguns dos denunciados já são réus, em razão da mesma operação, mas por denúncias de crime de corrupção feitas em fevereiro.
As investigações revelaram um esquema com estrutura “estável, hierarquizada e profissionalizada”, segundo avaliação dos promotores. O grupo se fazia valer de auditores envolvidos no esquema para fraudar documentos.
O caso ainda deve receber novos desdobramentos na Justiça. Nas redes sociais, a denúncia gerou repercussão entre internautas, especialmente em razão dos valores elevados movimentados pelo grupo. Até o momento, nem o empresário, nem a Ultrafarma, se manifestaram sobre as novas denúncias do MPSP.
