Áreas turísticas com grande circulação de embarcações costumam exigir atenção redobrada de pilotos e operadores, especialmente em locais onde diferentes tipos de veículos aquáticos compartilham o mesmo espaço.
Em regiões muito visitadas durante fins de semana e feriados, como praias conhecidas do litoral brasileiro, a movimentação intensa de barcos, lanchas e motos aquáticas aumenta o risco de ocorrências no mar.
Por isso, normas de navegação e fiscalização são consideradas fundamentais para reduzir situações inesperadas e garantir a segurança de quem aproveita atividades recreativas na água.
Um episódio registrado no último domingo (15) chamou a atenção de frequentadores da Praia Central, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. Uma embarcação turística que simula um barco pirata acabou atingindo uma moto aquática ocupada por um casal que estava no mar.
O momento da colisão foi registrado em vídeo e passou a circular nas redes sociais. As imagens mostram o barco se aproximando enquanto a moto aquática permanecia parada em um canal de manobra.
Antes do impacto, pessoas que estavam em uma estrutura próxima tentam alertar a tripulação da embarcação maior sobre a presença do veículo aquático. Apesar dos avisos, a aproximação continuou e ocorreu a batida.
Equipes de resgate foram acionadas por volta das 17h para prestar atendimento. Uma motolância e uma ambulância estiveram no local para socorrer as vítimas. A mulher, de 30 anos, apresentou escoriações e um hematoma na cabeça, mas estava consciente no momento do atendimento.
Após receber os primeiros cuidados, ela foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade. Não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde da outra pessoa que estava na moto aquática.
A Polícia Civil informou que avalia se abrirá um inquérito para investigar as circunstâncias do ocorrido. A Marinha do Brasil também deverá receber informações relacionadas ao caso, embora até a última atualização não houvesse posicionamento oficial divulgado.
Em nota, o Grupo Barco Pirata afirmou que a moto aquática estaria fora do campo de visão da embarcação no momento da aproximação e destacou que barcos desse porte possuem tempo de resposta mais lento para realizar manobras.
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A empresa declarou ainda que comunicará o episódio às autoridades marítimas e colaborará com a apuração. Já a empresa responsável pela locação da moto aquática informou que o condutor possuía habilitação e que toda a documentação da embarcação estava regular.
Segundo a companhia, assistência foi prestada aos ocupantes logo após o ocorrido, além do envio de informações às autoridades responsáveis pela investigação.
