Na manhã desta sexta-feira (16/01), a polícia realizou a prisão de uma delegada da polícia civil. Você não leu errado. Layla Lima Ayub tomou posse do cargo delegada em dezembro do ano passado, mas acabou presa neste mês de fevereiro.
Layla entrou na mira do Ministério Público de São Paulo após se envolver com Jardel Neto Pereira da Cruz, apontado pelas autoridades como um dos líderes do PCC em Roraima. Nas redes sociais, Jardel se apresenta como cantor.
Segundo o MPSP, Jardel é uma figura de liderança da facção no tráfico de drogas e no tráfico de armas. Nesta semana, a Justiça acatou um pedido de prisão contra o casal, ambos acusados de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Ainda segundo as informações, foram cumpridos mandados de prisão e mandados de busca e apreensão tanto no estado de São Paulo, quanto no estado do Pará. A Operação foi batizada de Serpens.
Além do Ministério Público de São Paulo, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Corregedoria-Geral da Polícia Civil e o GAECO do Pará participaram da Operação Serpens.
No Lattes, Layla descreve sua atuação profissional com passagens por várias instituições da Segurança Pública. Ela se formou em direito pela Faculdade do Espírito Santo e acumula pós-graduações nas áreas de Direito Constitucional, Direito Penal, Docência no Ensino Superior, Direito Processual Penal, Gestão, Perícia Criminal e Ciência Forense.
Em sua trajetória profissional, Layla também relata ter estagiado na Defensoria Pública do Espírito Santo e ter trabalhado na Polícia Militar do Estado. As informações constam no perfil do Lattes da delegada.
Apesar da informação da prisão ter sido confirmada, as autoridade não confirmaram mais informações sobre os próximos passos. Layla também não se manifestou publicamente sobre as acusações.
