Na última quarta-feira (14/01), a Justiça de São Paulo acatou um pedido de redução de pena que beneficia o ex-jogador Robinho. Atualmente, o ex-atleta cumpre pena por estupro coletivo, crime cometido na Itália e que foi julgado no país europeu.
Antes de ser alvo de um mandado de prisão, Robinho fugiu do país europeu e voltou ao Brasil. Embora o país não tenha um acordo de extradição com a Itália, a Justiça brasileira reconheceu a validade do julgamento e prendeu o ex-atleta, para que ele cumpra pena em território nacional.
Inicialmente, Robinho foi condenado a 9 anos de prisão. Nesta quarta, a Justiça acatou um pedido que reduziu a pena do ex-jogador em 160 dias. Robinho cumpre pena no Centro de Ressocialização de Limeira (SP), no interior de São Paulo.
Robinho deveria deixar a prisão apenas em março de 2033. No entanto, com a redução da pena, a soltura pode ser antecipada para o fim de 2032. A redução se da pelo envolvimento de Robinho em trabalhos e estudo durante o regime fechado.
Mário Rossi Vale, advogado do ex-jogador, falou ao G1 e defendeu os direitos do detento, destacando o que prevê a Constituição e a legislação brasileiras. O defensor também explicou que a decisão da Justiça não se deve a nenhum motivo pessoal.
“A redução da pena no processo de execução do Robinho não se deu por benefício excepcional, mas pelo reconhecimento legal de 160 dias de remição, conquistados por meio de estudo e trabalho realizados durante a execução da pena, nos termos da Lei de Execução Penal”, disse.
Robinho foi revelado pelo Santos, clube do litoral paulista, e rapidamente se tornou ídolo, chegando a Seleção e defendendo grandes clubes no exterior. Na Itália, participou de um crime brutal, onde uma jovem foi violentada por um grupo de homens, incluindo o próprio Robinho.
