Após um período crítico de quase dois meses em coma induzido, a advogada Juliane Vieira, de 28 anos, começa a apresentar sinais positivos de recuperação. A jovem agiu de maneira corajosa para salvar seus entes queridos.
Internada desde o dia 15 de outubro em uma unidade hospitalar que é referência em tratamento de queimados, situado em Londrina, referência no cuidado de vítimas com queimaduras, ela já consegue interagir com os familiares e responde aos estímulos, embora o quadro clínico ainda inspire cuidados.
O processo de recuperação vem após um ato de bravura que comoveu o país: Juliane enfrentou um incêndio para salvar a mãe e o primo de apenas quatro anos. O incêndio ocorreu em um apartamento localizado no 13º andar de um edifício no centro de Cascavel, no oeste do Paraná.
O caso ganhou ampla repercussão após imagens mostrarem a jovem pendurada em um suporte de ar-condicionado, tentando escapar das chamas enquanto protegia os familiares.
A ação heroica permitiu que sua mãe, Sueli Vieira, e o pequeno Pietro fossem salvos com vida. Juliane, entretanto, sofreu queimaduras em mais da metade do corpo e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros.
A mãe da advogada também ficou ferida, com queimaduras no rosto e nas pernas, além de complicações respiratórias por inalação de fumaça. Ela permaneceu internada por 11 dias.
Já o primo, que teve ferimentos nos membros e também inalou fumaça, passou 16 dias internado em Curitiba. Ambos se recuperaram. Durante o resgate, dois bombeiros também sofreram queimaduras, mas já foram liberados após atendimento médico.
O laudo pericial, divulgado no fim de novembro, apontou que o incêndio começou na cozinha do apartamento e não teve origem criminosa. O episódio destacou não apenas a gravidade do ocorrido, mas também a coragem e o instinto protetor de Juliane.
Amigos próximos descrevem-na como alguém determinada, resiliente e com forte ligação com a família. Amante de atividades físicas e de uma vida equilibrada, ela costumava compartilhar sua rotina nas redes sociais, incluindo treinos e momentos ao lado de seu cachorro, Barthô, que também sobreviveu ao incêndio.
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A história de Juliane reforça a força do instinto humano diante do perigo e a importância de solidariedade em situações-limite. Sua recuperação é acompanhada com esperança por todos que se comoveram com sua atitude e aguardam seu retorno à rotina que tanto valoriza.
