A Justiça de Minas Gerais tornou réu o homem de 27 anos acusado de assassinar e decapitar a própria mãe, Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos, em Belo Horizonte. A decisão foi proferida pelo juiz Roberto Oliveira Araujo Silva na terça-feira (14), após o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Na mesma determinação, o magistrado decidiu manter a prisão preventiva do acusado, decretada depois da prisão em flagrante realizada em 22 de junho. O pedido para substituir a detenção por medidas cautelares, como monitoramento eletrônico ou prisão domiciliar, foi rejeitado.
Ao justificar a decisão, o juiz destacou a extrema violência empregada na execução do crime. Segundo o despacho, a forma como o homicídio foi praticado demonstra elevada brutalidade, tornando necessária a permanência do investigado na prisão para preservar a ordem pública.
Conforme a denúncia, o crime teria sido motivado pela decisão da vítima de interromper o sustento financeiro do filho e exigir que ele passasse a trabalhar. O Ministério Público sustenta ainda que a convivência entre os dois era marcada por dependência econômica, ameaças, agressões psicológicas e comportamento controlador por parte do acusado.
A Promotoria pede a condenação por feminicídio qualificado, a continuidade da prisão preventiva e uma nova avaliação sobre a sanidade mental do réu. Um laudo psiquiátrico inicial apontou que o acusado apresenta quadro psicótico, indicando tratamento em regime de internação.
No entanto, o Ministério Público contestou a conclusão do exame e solicitou novos esclarecimentos periciais. O homicídio aconteceu na madrugada de 21 de junho, no apartamento onde mãe e filho viviam, no bairro Ermelinda, na Região Noroeste da capital mineira.
As investigações apontam que a mulher foi atacada enquanto dormia, sendo estrangulada e golpeada com uma faca antes de ter o corpo decapitado. Após o assassinato, o homem permaneceu no imóvel. Segundo a investigação, ele afirmou aos policiais que ouviu uma voz mandando matar a mãe e contou que, depois do crime, tomou banho e foi dormir.
