Uma herança pode rapidamente se transformar em motivo de disputa quando não há testamento ou herdeiros oficialmente definidos. Nessas situações, familiares precisam recorrer à Justiça para definir quem administrará os bens deixados pela pessoa falecida, cenário que muitas vezes desperta questionamentos e prolonga processos legais.
Esse é o caso envolvendo a atriz norte-americana Daveigh Chase, conhecida mundialmente por interpretar Samara no filme O Chamado. A artista, que também participou de produções como Donnie Darko e emprestou sua voz à personagem Lilo na animação Lilo & Stitch, morreu aos 35 anos no mês passado.
Dias antes de sua morte, ela foi vista vivendo em condições precárias nas ruas de Los Angeles, situação que contrastou com a existência de um patrimônio estimado em cerca de US$ 400 mil, equivalente a aproximadamente R$ 2 milhões.
Como Daveigh não deixou testamento, nem era casada ou tinha filhos, a administração de seus bens passou a depender de uma decisão judicial. Segundo documentos divulgados pela imprensa norte-americana, sua mãe, Cathy Chase, entrou com um pedido para ser nomeada administradora do espólio da filha.
Nos documentos apresentados ao tribunal, Cathy informa que o pai da atriz, John Schwallier, estaria vivendo nas Filipinas, embora seu endereço exato seja desconhecido. Ela também afirma que ele mantém propriedades em Las Vegas, circunstância que poderá ser considerada durante a condução do processo de inventário.
Outro ponto que chamou atenção após a morte da atriz envolveu uma campanha de arrecadação criada por um homem identificado como Roy Hernandez, que se apresentou como namorado de Daveigh. A iniciativa, no entanto, foi questionada pelo ex-empresário da artista, John Ryan, que afirmou nunca ter ouvido falar do suposto companheiro e pediu aos fãs que não realizassem doações.
Ryan declarou ainda que Daveigh possuía um fundo fiduciário ligado ao sindicato dos atores norte-americanos, destinado justamente a cobrir despesas pessoais. Segundo ele, a atriz também teria deixado valores expressivos referentes a direitos residuais de trabalhos realizados ao longo da carreira, incluindo cheques que ainda não haviam sido resgatados.
Enquanto o processo judicial avança, a história da atriz continua despertando atenção não apenas pelo sucesso conquistado nos cinemas, mas também pelo contraste entre sua situação nos últimos dias de vida e a disputa envolvendo o patrimônio deixado após sua morte.
