O Reino Unido deve, em breve, anunciar uma nova legislação considerada polêmica por muitos, mas absolutamente necessária por outros, inclusive autoridades em saúde e pais preocupados.
Nesta segunda-feira (15/06), o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou que o país vai passar a proibir o acesso de crianças e adolescentes, até 16 anos, a plataformas de redes sociais.
Plataformas como Twitter (X), Instagram, Tik Tok e Facebook, dentre outras, não poderão ser acesssadas por menores de 16 anos. Aplicativos como whatsapp, considerados “mensageiros”, não entram na lista.
A nova legislação também vai restringir crianças e adolescentes de realizarem transmissões ao vivo e também interagir com estranhos em jogos online. As novas regras devem valer já a partir do ano que vem.
O governo também anunciou que esta estudando a possibilidade de impor um “toque de recolher” digital para menores de 18 anos, a fim de impedir o “uso infinito” de internet que possa prejudicar o desenvolvimento, além de novas regras também para o uso de aplicativos de inteligência artificial, incluindo chats.
Durante o comunicado, Starmer ressaltou o resultado de uma pesquisa que apontou que 90% dos responsáveis era a favor de que a idade mínima para uso de redes sociais fosse 16 anos, além disso, 85% considera que os riscos da web superam seus benefícios.
Starmer apontou o uso excessivo de internet e redes sociais como um empecilho para o desenvolvimento social e cognitivo de crianças, citando atividades básicas que estariam sendo afetadas, como ler, brincar com amigos, fazer o dever de casa e dormir no horário.
“É por isso que vamos acabar com um sistema que está falhando com nossas crianças e tomar medidas ousadas para dar a cada criança o melhor começo de vida possível”, disse no comunicado, que também ressaltou a falta de segurança digital para crianças.
Starmer também citou a experiência da Austrália, que foi o primeiro país do mundo a banir redes sociais para menores de 16 anos.
