O filho mais velho da princesa herdeira da Noruega, Marius Borg Høiby, foi condenado, nesta segunda-feira (15/06), a quatro anos de prisão após ser considerado culpado por duas acusações de estupro.
Além da pena, ele também deverá indenizar as vítimas. A sentença foi anunciada pelo Tribunal Distrital de Oslo após um julgamento que durou seis semanas e analisou uma série de denúncias envolvendo o norueguês de 29 anos.
Os magistrados também o condenaram por agressão e abuso em relacionamentos íntimos. Preso desde fevereiro, Høiby respondia a quatro acusações de estupro relacionadas a casos que teriam ocorrido entre 2018 e 2024.
Segundo a acusação, as vítimas estavam dormindo ou incapazes de reagir no momento dos crimes. O tribunal entendeu que havia provas suficientes para condená-lo em dois desses episódios.
Durante o processo, a promotoria apresentou vídeos, mensagens eletrônicas e outros materiais extraídos do celular do acusado. Um dos casos ocorreu no porão da residência de Høiby. Na decisão, o juiz destacou que a vítima não tinha condições de resistir à ação.
Ao longo da investigação, o filho da princesa Mette-Marit admitiu alguns delitos considerados menos graves, mas negou as acusações de estupro. A defesa havia pedido sua absolvição nesses casos e defendia uma pena máxima de 18 meses pelos crimes já reconhecidos por ele.
O caso ganhou repercussão internacional por causa da ligação de Høiby com a família real norueguesa. Apesar de não possuir título real nem exerça funções oficiais, Høiby foi criado ao lado da família do príncipe herdeiro Haakon e cresceu no ambiente da monarquia.
Ao todo, o investigado chegou a enfrentar cerca de 40 acusações criminais, incluindo agressões, ameaças, crimes relacionados a drogas, descumprimento de medidas restritivas e infrações de trânsito.
Outras denúncias também envolveram supostas gravações ilegais de mulheres sem consentimento e episódios de violência doméstica. A sentença ainda não é definitiva. Tanto a defesa quanto a acusação poderão recorrer da decisão judicial.
