A delicada situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro das atenções após exames confirmarem que ele apresenta duas hérnias inguinais, condição que, segundo os médicos, exige tratamento cirúrgico.
O procedimento foi realizado pela equipe médica pessoal de Bolsonaro dentro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde ele está preso desde o dia 25 de novembro.
A defesa do ex-presidente informou que o exame de ultrassonografia, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes neste último sábado, dia 13 de dezembro, apontou a necessidade de uma cirurgia como única solução definitiva.
O pedido para realização do exame havia sido protocolado na quinta, dia 11 de dezembro, com caráter de urgência, após Bolsonaro relatar fortes dores e desconfortos na região abdominal.
O relatório médico anexado à petição detalha que o ex-presidente vem enfrentando crises de soluços persistentes, que aumentam a pressão abdominal e agravam o quadro. Os profissionais alertaram ainda para episódios de falta de ar e desmaios, sugerindo risco de descompensação súbita caso o tratamento não seja realizado em breve.
Moraes também determinou que a Polícia Federal realize uma perícia médica independente para avaliar a real necessidade da cirurgia, uma vez que os exames anteriores apresentados pela defesa datavam de mais de três meses. O ministro autorizou que a análise fosse feita no próprio local de detenção, sem necessidade de deslocamento a um hospital.
A PF tem 15 dias para apresentar um relatório completo sobre o estado de saúde de Bolsonaro. A defesa, por sua vez, insiste na urgência do procedimento e solicita que o Supremo Tribunal Federal autorize o tratamento o quanto antes.
Enquanto o caso segue em análise, cresce a preocupação com o quadro clínico do ex-presidente, um tema que, além de médico, agora também tem implicações jurídicas e políticas dentro do cenário nacional.
