A Polícia Civil de Minas Gerais encerrou a investigação sobre o desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza, 39 anos, ex-mulher do ex-goleiro Bruno. Segundo as autoridades, ela deixou a própria residência voluntariamente e não houve participação de terceiros ou sinais de crime.
Conforme nota oficial citada pelo UOL, a polícia decidiu arquivar o procedimento porque não foram encontrados elementos que justificassem a continuidade das apurações. O caso começou na primeira semana de julho, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dayanne saiu de casa dizendo ao atual marido que iria visitar a mãe.
Por volta das 11h, deixou os filhos aos cuidados da avó e não voltou. Sem conseguir contato com ela, o companheiro registrou um boletim de ocorrência na madrugada de sexta-feira, 3 de julho. Durante as buscas na residência, o marido encontrou cartas de despedida e o celular de Dayanne.
A análise do aparelho identificou mensagens de pessoas que se apresentavam como agiotas e faziam cobranças relacionadas a supostas dívidas. Em uma das cartas, ela solicitava proteção para os familiares diante das ameaças.
Os investigadores posteriormente reconstruíram os passos da mulher e constataram que, após deixar as crianças com a mãe, ela comprou uma passagem e embarcou em um ônibus para São Paulo. A divulgação do desaparecimento por familiares e amigos provocou ampla repercussão nas redes sociais.
Na noite de sábado, 4 de julho, Dayanne foi encontrada viva e atendida pelo Samu, em Belo Horizonte. Ela passou pela UPA Santa Terezinha e depois foi transferida ao setor de politraumatizados do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, onde chegou em estado grave após ingerir voluntariamente substâncias químicas altamente tóxicas.
A mulher foi encaminhada ao CTI, onde precisou ser intubada e recebeu atendimento emergencial. As autoridades não divulgaram as circunstâncias exatas nem o local onde ocorreu o resgate.
Dayanne ganhou notoriedade entre 2010 e 2013 por seu casamento com Bruno e pela investigação do assassinato de Eliza Samudio. Ela chegou a ser presa por sequestro e cárcere privado de Bruninho, mas foi absolvida pelo Tribunal do Júri em março de 2013.
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