O boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star neste sábado, 14 de março de 2026, traz um misto de estabilidade e novos pontos de atenção sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Embora ele esteja clinicamente estável, o relatório aponta uma piora na função renal e uma elevação nos marcadores inflamatórios, o que acende um sinal amarelo para a equipe multidisciplinar que o acompanha na UTI.
Esses novos indicadores sugerem que o corpo está lutando intensamente contra a broncopneumonia bacteriana bilateral, exigindo ajustes no suporte de hidratação e um olhar mais rigoroso sobre a filtragem do sangue.
Isto é considerado como algo especialmente delicado para um paciente que se aproxima dos 71 anos e carrega um histórico de múltiplas intervenções cirúrgicas desde 2018.
O ex-presidente segue o protocolo de tratamento iniciado na sexta-feira, baseado em uma combinação de antibióticos e hidratação por via endovenosa, além de sessões constantes de fisioterapia respiratória e motora para evitar complicações como a trombose.
O cardiologista Brasil Caiado reforçou que, em casos de pneumonia grave que atinge os dois pulmões, o tempo de resposta é imprevisível, podendo variar entre sete e doze dias de terapia intensiva.
A ausência de uma previsão de alta da UTI reflete a cautela dos médicos diante da origem aspirativa da infecção, que ocorreu de forma súbita e agressiva após um episódio de refluxo gástrico durante a madrugada em que ainda estava detido.
A situação ganha um peso emocional e simbólico ainda maior pelo fato de Bolsonaro completar mais um ano de vida na próxima semana. O agravamento dos marcadores renais e inflamatórios coloca os apoiadores em oração.
Enquanto o monitoramento segue ininterrupto em Brasília, o foco permanece na eficácia dos antibióticos e na tentativa de reverter o declínio da função renal para evitar que o quadro evolua para uma insuficiência mais severa.
