Uma mulher de 41 anos foi presa preventivamente em Abatiá, no norte do Paraná, suspeita de planejar a morte de uma servidora pública que trabalha em um abrigo municipal.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o crime teria sido motivado pelo inconformismo da investigada após perder a guarda dos três filhos por decisão da Justiça.
As investigações apontam que a suspeita buscava contratar uma pessoa para executar o homicídio mediante o pagamento de R$ 3 mil. A prisão foi realizada no dia 10 de julho, em uma ação conjunta das polícias Civil e Militar.
O caso veio à tona depois que um dos filhos da investigada encontrou mensagens relacionadas ao suposto plano no celular da mãe. Conforme a polícia, o adolescente gravou parte do conteúdo antes que ele fosse apagado e procurou a rede de assistência do município para denunciar a situação.
Segundo o delegado Luis Guilherme Almeida, o jovem também teria sido ameaçado de morte ao demonstrar a intenção de comunicar o caso às autoridades. Os nomes do adolescente e da servidora não foram divulgados para preservar a identidade de ambos.
Durante a apuração, a polícia identificou o homem que teria sido procurado para intermediar a contratação do executor. Em depoimento, ele confirmou que foi abordado pela mulher para tratar do assassinato e colaborou com a investigação.
As conversas analisadas pelos investigadores mostram que a suspeita dizia querer “apagar um infeliz do mapa” e atribuía à servidora a perda da guarda dos filhos, afirmando que ela teria influenciado o promotor responsável pelo caso.
Perícias realizadas nos aparelhos eletrônicos apreendidos localizaram fotografias da vítima e de outros servidores públicos, o que, segundo a Polícia Civil, indica que a rotina dessas pessoas estava sendo monitorada. A investigada responde por tentativa de homicídio duplamente qualificado e permanece presa na cadeia pública feminina de Santo Antônio da Platina.
