Em um episódio que abalou a cidade de Solânea, que está localizada na região do Brejo da Paraíba, o cantor Kelson Kizz se viu, sem saber, envolvido em um feminicídio.
Na noite da última quarta-feira (11), durante uma apresentação festiva , ele recebeu no palco Adailton Silva dos Santos, que se apresentava como um homem apaixonado tentando uma reconciliação.
Horas depois, o mesmo homem foi preso, acusado de ter cometido o feminicídio de Vitória Régia Ferreira de Lima, de 32 anos, sua ex-namorada. A situação deixou o artista profundamente abalado.
Em publicações feitas nas redes sociais, Kelson expressou incredulidade e tristeza ao descobrir que o homem que subiu ao palco a seu convite, sob a alegação de querer se reconciliar, viria a cometer um crime hediondo.
Segundo ele, Adailton havia dito à equipe de produção que faria um pedido de casamento, mas ao se apresentar, mudou a versão para uma tentativa de reatar o relacionamento.
O cantor também afirmou que o suspeito demonstrava saber detalhes da vida pessoal da vítima, o que indicava um comportamento obsessivo. A tragédia se desenrolou pouco depois da apresentação.
De acordo com a Polícia Civil, Adailton esperou a vítima em um trajeto próximo à residência dela e a atacou. Câmeras de segurança flagraram o momento em que ele a surpreende.
Vitória ainda tentou fugir, mas caiu após a agressão. Socorrida, ela não resistiu aos ferimentos. O suspeito retornou à cena do crime após trocar de roupas, sendo posteriormente detido pela Polícia Militar.
Embora inicialmente tenha negado envolvimento, Adailton acabou confessando o assassinato após confronto com as provas. A audiência de custódia do acusado está marcada para esta quinta-feira, quando será decidido se ele permanecerá preso enquanto responde pelo crime.
A morte de Vitória Régia lança luz sobre o grave problema do feminicídio no Brasil, revelando como atos de violência continuam sendo praticados por ex-companheiros inconformados com o fim de relacionamentos.
O caso também mostra como situações aparentemente inofensivas podem esconder intenções perigosas, exigindo maior atenção e mecanismos de prevenção em eventos públicos e no cotidiano.
