A fuga internacional do ex-deputado federal Alexandre Ramagem chegou a um desfecho nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026. O político, que estava foragido desde setembro do ano passado, foi capturado na cidade de Orlando, na Flórida.
A abordagem ocorreu por volta das 11h (horário local) enquanto Ramagem caminhava tranquilamente pela rua. Ao ter seus documentos recusados pelas autoridades norte-americanas, ele foi imediatamente detido e encaminhado a um centro de detenção.
Embora seus aliados mencionassem a intenção de solicitar asilo político, a prisão ocorreu por questões migratórias, o que acelera os trâmites para sua devolução ao sistema judiciário brasileiro.
A trajetória de Ramagem até a Flórida foi marcada por uma logística clandestina e complexa. Segundo as investigações da Polícia Federal, ele utilizou sua experiência como ex-delegado em Roraima para atravessar a fronteira terrestre com a Guiana.
Após cruzar a fronteira de carro, ele seguiu até a capital Georgetown, de onde embarcou em um voo para os Estados Unidos. Com isso, ele conseguiu fugir do país.
Essa operação de fuga não foi solitária; a PF aponta que o empresário Celso Rodrigo de Mello, filho do conhecido garimpeiro Rodrigo Cataratas, teria financiado e fornecido o suporte logístico necessário.
Celso já foi preso em Manaus por ordem do ministro Alexandre de Moraes, sob a suspeita de auxiliar o fugitivo. O contexto jurídico que levou à fuga de Ramagem é severo.
Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 16 anos de prisão por crimes graves, incluindo organização criminosa e tentativa de golpe de Estado, relacionados aos eventos de 8 de janeiro.
Seu nome já constava na lista da Interpol desde o final de 2025, o que permitiu que o ICE o identificasse em solo estrangeiro. Mais detalhes deverão ser expostos em breve.
Com o pedido de extradição já formalizado pelo Ministério da Justiça desde janeiro deste ano, o governo brasileiro agora aguarda os detalhes técnicos para providenciar o retorno do ex-deputado, que deverá cumprir sua pena em solo nacional.
