A confirmação do paradeiro de uma mulher desaparecida trouxe um desfecho profundamente doloroso para familiares e amigos nesta semana. Após dias de buscas e incertezas, a família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas confirmou que o corpo encontrado esquartejado na cidade de Major Gercino, em Santa Catarina, pertence à corretora gaúcha que havia desaparecido em Florianópolis.
A identificação encerra uma angustiante espera, mas abre um cenário ainda mais inquietante diante das circunstâncias que cercam o caso. Luciani, de 47 anos, estava desaparecida desde o início de março. Segundo relatos da família, ela teria sido dopada e morta no dia 4 daquele mês, data em que foi vista pela última vez.
Ainda conforme as informações repassadas pelos parentes, o corpo teria sido colocado dentro da própria geladeira do imóvel onde ela morava e permanecido ali por alguns dias antes de ser descartado.
Parte dos restos mortais foi localizada na quarta, dia 11 de março às margens de um rio em Major Gercino, dentro de sacos de lixo. O corpo encontrado estava sem cabeça, braços e pés, e até o momento não há confirmação sobre a localização das outras partes.
A suspeita de ligação entre o cadáver encontrado e o desaparecimento de Luciani começou a ganhar força após o carro da corretora ter sido visto em São João Batista, município situado a cerca de 25 quilômetros de onde o corpo foi localizado.
A partir disso, a família realizou exames de DNA para confirmar a identidade, o que acabou sendo confirmado posteriormente. As informações levantadas até agora indicam que pelo menos cinco pessoas podem estar envolvidas no crime.
Entre os suspeitos estariam um homem, a namorada dele, um adolescente de 14 anos que seria irmão desse homem, a mãe dos dois e ainda a proprietária de uma pousada onde alguns pertences de Luciani foram encontrados.
O desaparecimento começou a levantar suspeitas após mensagens enviadas à família apresentarem erros incomuns de escrita. O irmão percebeu a diferença no modo de comunicação e decidiu procurar a polícia. Ao visitar o apartamento da corretora, encontrou o local desorganizado e com alimentos estragados há dias.
A Polícia Civil ainda não divulgou oficialmente novos detalhes sobre a investigação, mas o caso segue em apuração enquanto as autoridades buscam esclarecer as circunstâncias e possíveis motivações por trás do crime.
