O sepultamento de Miguel, de 12 anos, em Itumbiara, foi marcado por um forte esquema de segurança e momentos de tensão na tarde desta quinta-feira (12/02/2026).
Sarah Araújo, mãe do menino, precisou de escolta policial para comparecer à cerimônia devido a relatos de graves ameaças contra sua integridade física. A situação de risco fez com que o protocolo do funeral fosse alterado para garantir a segurança de Sarah, que já enfrenta o luto pela perda dos dois filhos:
O veículo que a transportava estacionou diretamente em frente ao local do sepultamento para minimizar sua exposição e Sarah permaneceu cercada por familiares, amigos e seguranças durante todo o cortejo fúnebre.
Devido ao temor por sua segurança, ela deixou o cemitério antes mesmo do término oficial da cerimônia. A despedida ocorre após o crime cometido por Thales Machado, ex-secretário de Governo e pai das crianças.
Na madrugada de ontem, ele atirou contra os dois filhos e cometeu suicídio. Além de Miguel, o filho mais novo, de 8 anos, também teve a morte confirmada após ser internado em estado gravíssimo.
A comunidade local segue em choque, especialmente pelo histórico público de Thales, que costumava compartilhar mensagens de afeto com os filhos, o que agora é visto por muitos como uma tentativa de mascarar crises internas.
O perfil do prefeito Dione Araújo, pai de Sarah, foi tomado por mensagens de solidariedade. No entanto, o debate público também trouxe reflexões críticas sobre qual teria sido a motivação para o crime ter ocorrido.
Internautas e especialistas discutem o caso como um exemplo de violência vicária, quando o agressor ataca os filhos para punir e causar sofrimento psicológico eterno à mãe, geralmente em contextos de separação ou relacionados a sentimentos de posse.
