Seis pacientes do RJ receberam órgão infectado com HIV

O caso assustador está sob investigação.

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Um incidente grave e inédito ocorreu no sistema de transplantes do Rio de Janeiro, onde seis pacientes que aguardavam na fila de transplantes testaram positivo para HIV após receberem órgãos de dois doadores.

O erro, revelado inicialmente pela BandNews FM, foi confirmado pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), que está investigando o caso, junto a diversas autoridades, como o Ministério da Saúde, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a Polícia Civil e o Conselho Regional de Medicina (Cremerj).

O incidente foi atribuído a erros em exames realizados pelo laboratório PCS Lab Saleme, uma unidade privada contratada pela SES-RJ no fim de 2022 para realizar exames sorológicos em órgãos doados.

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O laboratório, localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, teria cometido falhas em dois testes que resultaram na liberação de órgãos infectados com HIV para transplante.

A Anvisa descobriu, durante investigações, que o laboratório não possuía kits de diagnóstico necessários, levantando suspeitas de que os exames podem não ter sido realizados corretamente e que os resultados fornecidos poderiam ter sido forjados.

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VÍDEO 1

Após a descoberta de que um paciente transplantado estava com HIV, o caso veio à tona. Esse paciente, que recebeu um coração em janeiro, começou a apresentar sintomas neurológicos em setembro, levando à identificação do vírus.

Uma investigação subsequente confirmou a contaminação em outros receptores de órgãos doados pelos mesmos doadores. O laboratório PCS Lab Saleme foi interditado pela Coordenadoria Estadual de Transplantes e pela Vigilância Sanitária, e uma sindicância interna foi aberta pela própria unidade para apurar o caso.

Diante da gravidade da situação, a secretária estadual de Saúde, Cláudia Mello, informou que todos os exames de sorologia de doadores que estavam sendo feitos pelo laboratório envolvido foram transferidos para o Hemorio, uma instituição de saúde estadual.

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Além disso, as autoridades iniciaram o reteste de amostras armazenadas de 286 doadores para garantir que mais erros não tenham ocorrido no processo de transplantes.

VÍDEO 2

Este caso levanta preocupações sobre a confiabilidade dos exames realizados em doadores de órgãos e expõe a vulnerabilidade do sistema de saúde quando procedimentos fundamentais não são realizados adequadamente.

A falha pode ter consequências graves para a saúde dos pacientes transplantados, e as autoridades estão empenhadas em investigar a fundo e evitar que novos incidentes do tipo aconteçam.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.