Em fevereiro de 2022 teve início a invasão russa ao território ucraniano, após semanas de tensões crescendo entre os dois países, motivado principalmente pelo desejo do governo Zelensky em integrar a OTAN.
Os dois países já viviam tensões históricas por questões culturais e de fronteira. No entanto, a Rússia alega que agiu, em 2022, para se defender de uma potencial ameaça que seria a instalação de bases militares da OTAN na fronteira entre os dois países.
A Ucrânia, por sua vez, acusa a Rússia de ter planos imperialistas em relação ao seu território. Zelensky, presidente ucraniano, frequentemente alerta sobre o que acredita ser um risco da Rússia atacar outros países europeus.
Fato é que o conflito se arrasta há anos e parece ainda distante de chegar ao fim. Neste sábado, adicionando ainda mais um capítulo ao tema, Rússia e Coreia do Norte promoveram um encontro diplomático.
O encontro aconteceu em Pyongyang, capital do país asiático, e contou com a presença de Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte. Putin não esteve presente, mas enviou seu ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.
Ao discursar, Kim Jong-Un declarou que a Rússia conta com apoio irrestrito do país norte-coreano. Vale lembrar que, no ano passado, Coreia do Norte e Rússia assinaram um tratado de cooperação estratégica, que permitiu o estreitamento de laços e alianças.
O discurso destacou a “amizade fraterna” entre os dois países e reforçou que “independentemente de qualquer mudança na situação”, a cooperação entre Coreia e Rússia continuará forte nos próximos anos.
“Os dois países compartilham as mesmas visões em todas as questões estratégicas”, declarou o líder da Coreia do Norte. “Isso demonstra o alto nível de aliança estabelecido entre a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] e a Rússia”, afirmou.
