A primeira-dama, Janja Lula da Silva, protagonizou um discurso carregado de emoção e indignação nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, durante a cerimônia de criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, em Brasília.
O evento, que visa institucionalizar o luto e a reflexão sobre as perdas da pandemia, foi marcado por duras críticas de Janja a um vídeo recente em que um apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece ingerindo detergente em protesto contra decisões da Anvisa.
“É muita ignorância”, disparou a primeira-dama, classificando o ato como um reflexo perigoso do negacionismo que ainda persiste no país. Com isso, ela ficou em lágrimas.
➡️ Janja após bolsonaristas beberem Ypê “contaminado”: “Ignorância”
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— Metrópoles (@Metropoles) May 11, 2026
Um dos momentos mais sensíveis da cerimônia ocorreu quando Janja relembrou a perda de sua mãe, Vani Terezinha Ferreira, que faleceu em abril de 2021 aos 80 anos. Com visível emoção e olhos marejados, ela compartilhou o trauma de ter tido a mãe “arrancada” pela doença.
O relato ganhou contornos ainda mais profundos quando ela mencionou que já estava psicologicamente preparada para perder a mãe devido ao Alzheimer, mas que a intervenção da Covid-19 interrompeu esse processo de despedida de forma brutal e inesperada.
“Eu sabia que isso [a perda pelo Alzheimer] ia acontecer, mas ela ter sido arrancada de mim pela Covid… Para mim é sempre muito dolorido falar sobre esse período”, disse Janja Lula da Silva.
Além do tom pessoal, a primeira-dama direcionou sua fala para a esfera pública, expressando revolta com o fato de figuras políticas que, segundo sua visão, contribuíram para o agravamento da crise sanitária, continuarem exercendo cargos eletivos e circulando livremente pelo país.
Janja defendeu que a sociedade brasileira deveria manifestar uma indignação maior diante da impunidade, reforçando que a criação deste dia de memória é essencial para que as consequências da desinformação e do descaso com a ciência não sejam esquecidas.
