A Polícia Federal deflagrou uma operação contra um grupo de homens acusados de violentar mulheres e filmar os crimes, com intuito de distribuir o material dos abusos.
Nesta quinta, em entrevista ao SBT News, o delegado Bruno César Muniz, que esta a frente das investigações, afirmou que as vítimas não eram apenas mulheres estranhas, mas que mulheres do convívio pessoal dos agressores também eram vítimas.
Avaliando as imagens obtidas com análise de dados dos dispositivos apreendidos, a polícia encontrou imagens de namoradas e ex-namoradas dos agressores. A polícia não descarta que irmãs e amigas dos agressores também possam ter sido violadas.
Até o momento, a polícia não confirmou os nomes de nenhum dos suspeitos. O objetivo, segundo as informações, é preservar a identidade das vítimas. Os detalhes revelados pelo delegado tem gerado repercussão.
O delegado esclareceu que as vítimas eram sedadas pelos agressores. Além disso, a polícia acredita também que novas vítimas serão descobertas com a análise das imagens apreendidas.
“As vítimas não sabem que estão sendo sedadas. Muitas das vítimas não sabem que estão sendo abusadas, que estão sendo vítimas desses crimes”, explicou o delegado, em entrevista.
O caso chegou ao conhecimento da Polícia Federal após um alerta emitido pela União Europeia, que identificou a atuação de uma rede criminosa internacional que compartilhava imagens de mulheres sendo violentadas durante períodos sedadas.
Três homens foram presos na Bahia, Ceará e São Paulo. A polícia também cumpriu mandados de busca e apreensão no Pará, Ceará, Bahia, São Paulo e Santa Catarina. Três homens foram presos, mas a polícia confirmou que sete brasileiros são investigados.
Detalhes do caso tem gerado revolta. Esta é a primeira vez que a polícia federal deflagra uma operação deste tipo, com o alerta vindo da Europa.
