Após voto de Fux, advogado de Bolsonaro parte para cima de Mauro Cid

Nesta última quarta, dia 10 de setembro, Fux votou pela absolvição de Bolsonaro

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O voto do ministro Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal, durante o julgamento da ação sobre tentativa de golpe, ganhou ampla repercussão e foi recebido com atenção tanto no meio jurídico quanto no político.

O magistrado decidiu pela condenação de Mauro Cid e Walter Braga Netto, mas votou pela absolvição de Jair Bolsonaro e de outros acusados, destacando a necessidade de rigor técnico na análise das provas. Sua posição abriu novas discussões e deu fôlego à defesa do ex-presidente.

Em meio às reações, Paulo Bueno, advogado de Bolsonaro, fez declarações que chamaram a atenção ao minimizar a relação entre o ex-presidente e seu ex-ajudante de ordens. Bueno afirmou que Mauro Cid não deveria ser visto como alguém submisso a todas as instruções do chefe do Executivo.

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Segundo ele, o militar possuía autonomia para resolver situações por conta própria. “Precisamos parar com essa ideia de que ajudante de ordens vive apenas em função do presidente. Na prática, ele atuava como um verdadeiro ‘secretário de luxo’, com a obrigação de filtrar e resolver demandas antes de levá-las a Bolsonaro”, declarou.

O advogado reforçou ainda que Cid tinha excelente formação, iniciativa própria e não poderia ser tratado como “neófito ou coitadinho”. Para a defesa, a atuação do ex-ajudante não se confundia com uma extensão da vontade do então presidente. Veja vídeo:

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Bueno também enalteceu o voto de Fux, que, em sua visão, “dissecou as provas no detalhe” e manteve uma postura isenta, fiel à tradição do Supremo. Ele disse esperar que os demais ministros adotem linha semelhante.

Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino já haviam votado pela condenação de Bolsonaro e dos demais réus. A expectativa agora recai sobre os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, além das possíveis manifestações de outros integrantes da Primeira Turma.

Com a fala contundente da defesa e o voto de Fux, o julgamento continua no centro do debate político e jurídico do país, trazendo à tona a complexa relação entre lealdade, hierarquia militar e responsabilidade individual.

Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira