A perda precoce de uma vida, especialmente em circunstâncias inesperadas, costuma deixar um rastro de comoção e perguntas sem resposta. Foi exatamente esse o sentimento que se espalhou entre amigos, familiares e pacientes do fisioterapeuta norte-americano Walter Foxcroft, de 43 anos.
O fisioterapeuta perdeu a vida em um incêndio incomum dentro de sua própria clínica, no Arizona (EUA). Walter estava sozinho na Longevity Health, clínica localizada em Lake Havasu, quando foi surpreendido por um incêndio dentro de uma câmara hiperbárica de oxigênio.
A câmara hiperbárica é um equipamento amplamente utilizado para fins terapêuticos. O fogo se espalhou rapidamente, e quando os bombeiros chegaram ao local, encontraram o ambiente tomado por fumaça densa.
Ao entrarem, se depararam com a câmara em chamas e, infelizmente, o corpo do profissional já carbonizado em seu interior. A grande incógnita até o momento gira em torno da causa do incêndio.
Não se sabe por que Walter estava dentro da câmara no momento do incidente, tampouco o que teria provocado as chamas. O caso segue sob investigação das autoridades locais, e a clínica ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.
As câmaras hiperbáricas são dispositivos que controlam pressão e oxigênio em ambientes selados. Elas são empregadas em tratamentos para acelerar a recuperação muscular, melhorar a cognição e até auxiliar em quadros de demência ou envelhecimento precoce.
O site da própria clínica enfatizava os benefícios da terapia, o que torna o incidente ainda mais desconcertante. Sem outros feridos, a morte de Walter levanta questionamentos sobre a segurança dos equipamentos usados em procedimentos de saúde avançados.
Enquanto isso, pacientes e amigos lamentam nas redes a partida inesperada de um profissional que era reconhecido não apenas pelo conhecimento técnico, mas pelo cuidado humano com quem atendia.
