Mãe busca resposta que pode encerrar meses de angústia sobre piloto desaparecido

O caso segue sob investigação.

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O desaparecimento de pessoas em regiões remotas costuma mobilizar familiares, autoridades e equipes de investigação por longos períodos. Infelizmente no Brasil casos de desaparecimentos são mais comuns do que se imagina.

Quando há poucos indícios concretos e diferentes linhas de apuração em andamento, a espera por respostas se transforma em uma rotina marcada pela incerteza e pela esperança de esclarecimento dos fatos.

Quase três meses após o desaparecimento do piloto agrícola João Vitor de Lima Franco, de 25 anos, um novo desdobramento trouxe apreensão à família, já tão traumatizada.

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A mãe do jovem, Alessandra Cristina de Lima, realizou a coleta de material genético em Araraquara, interior de São Paulo, para verificar se um corpo encontrado no Pará pertence ao filho, que não faz contato com familiares desde o dia 14 de março.

O procedimento foi realizado no Instituto Médico Legal da cidade paulista e integra o processo de comparação genética solicitado pelas autoridades responsáveis pelo caso.

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Segundo o advogado da família, o material seguirá para diferentes unidades periciais até chegar ao IML de Castanhal, onde estão armazenadas as amostras coletadas do cadáver localizado no estado paraense.

O corpo foi encontrado em abril, em uma área próxima à Vila Pirateua, no município de Viseu. Como a identidade da vítima ainda não foi confirmada, os exames de DNA são considerados fundamentais para esclarecer se existe ligação entre a descoberta e o desaparecimento do piloto.

João Vitor viajou para Belém após receber uma proposta de trabalho relacionada à aviação agrícola. Conforme informações apresentadas pela defesa da família, ele teria seguido para uma propriedade rural na região de Itaituba acompanhado de outro homem, que também permanece desaparecido.

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As investigações ganharam ainda mais complexidade após a morte do empresário colombiano Ivan Adel Gois de Los Rios, responsável pela empresa ligada à aeronave pilotada por João Vitor. Antes de morrer, ele havia prestado depoimento sobre o desaparecimento do avião e dos ocupantes.

Enquanto a Polícia Civil do Pará afirma que o inquérito continua em andamento e aguarda os resultados periciais, a família segue cobrando respostas. A mãe do piloto mantém a esperança de encontrar o filho e afirma que não pretende desistir da busca por esclarecimentos.

Para ela, cada nova informação representa uma possibilidade de compreender o que realmente aconteceu desde o dia em que João Vitor partiu para aquela viagem de trabalho e nunca mais retornou para casa.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.