Uma macabra descoberta mobilizou as forças de segurança pública da região sudoeste do estado do Maranhão. Na tarde desta quinta-feira, 11 de junho de 2026, o corpo de uma pessoa foi localizado no interior de um tambor plástico em uma área de vegetação, no município de Davinópolis.
A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que os restos mortais pertencem ao empresário Laércio Muller Rocha, de 33 anos de idade, cujo desaparecimento vinha sendo investigado pelas autoridades há quase uma semana.
O achado do cadáver ocorreu após moradores da localidade acionarem as patrulhas da Polícia Militar devido a um forte odor que exalava do recipiente. Guarnições isolaram o perímetro de imediato para resguardar a cena do crime.
Devido ao avançado estado de decomposição em que os tecidos biológicos foram encontrados, não foi possível realizar uma identificação visual imediata da vítima.
No entanto, o exame pericial preliminar no local constatou indícios contundentes de que o corpo foi submetido a um processo de esquartejamento e, posteriormente, incendiado pelos criminosos na tentativa de destruir as provas materiais do homicídio.
A forte suspeita de que a vítima seja de fato o empresário baseia-se no recolhimento de pertences pessoais encontrados pelas equipes de investigação exatamente no mesmo ponto onde o tambor estava ocultado.
Entre os objetos recolhidos pela perícia técnica, constavam cartões bancários corporativos e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em nome de Laércio Muller.
Apesar do forte nexo de causalidade, os peritos informaram que amostras de material genético foram coletadas e serão submetidas a exames de DNA e confrontação papiloscópica nos laboratórios centrais de São Luís para a emissão do laudo oficial de confirmação de identidade.
Laércio Muller Rocha estava desaparecido desde a última sexta-feira, 5 de junho, quando foi visto pela última vez na cidade vizinha de Imperatriz. O caso vinha sendo tratado com prioridade pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Imperatriz.
Câmeras de segurança do circuito urbano registraram o momento em que o empresário entrava em um imóvel residencial localizado no bairro Parque Anhanguera, endereço onde o automóvel da vítima foi localizado abandonado no dia seguinte.
Ao longo da semana, os agentes civis colheram o depoimento de pelo menos sete testemunhas e realizaram testes com luminol no interior da residência onde Laércio foi visto pela última vez, encontrando vestígios biológicos que aceleraram as decisões judiciais.
Diante das evidências técnicas coletadas, a Justiça do Maranhão decretou, nesta quarta-feira, 10 de junho, os mandados de prisão temporária contra três suspeitos apontados como executores ou mandantes do crime.
Os três indivíduos já são formalmente considerados foragidos da Justiça, e os policiais concentram as diligências para localizá-los e esclarecer a real motivação por trás do brutal assassinato do empresário.
