A manhã desta quarta-feira, 11 de março de 2026, trouxe um desfecho doloroso para as buscas que mobilizaram as equipes de salvamento na Região Metropolitana de Fortaleza.
O corpo do empresário Euclides Victor Paiva de Azevedo, carinhosamente conhecido como “Catorze”, foi localizado pelos mergulhadores do Corpo de Bombeiros na Lagoa do Catu, em Aquiraz.
O resgate encerra um período de angústia que começou na tarde de terça-feira, quando o empresário desapareceu após cair de uma moto aquática durante o que deveria ser um simples teste técnico do veículo.
O incidente ocorreu nas proximidades de uma barraca na localidade de Piau, um ponto conhecido da Lagoa do Catu. Registros em vídeo feitos por testemunhas mostram o momento em que Victor entrava na água com o veículo.
Segundo os relatos colhidos pelas autoridades, o empresário estava utilizando o colete salva-vidas no momento da queda. No entanto, em um ato de desespero ou confiança excessiva em suas habilidades de natação, ele teria retirado o equipamento de segurança.
O trabalho das equipes de busca foi intenso, envolvendo mergulhadores, embarcações de apoio e motos aquáticas do Batalhão de Salvamento Marítimo. Por volta das 11h40 desta quarta-feira, o corpo foi encontrado a cerca de 20 metros do ponto onde ele havia sido visto pela última vez.
As condições do local dificultaram a operação: a área possui uma profundidade média de 3,8 metros, o que exige muito esforço. Um detalhe que chamou a atenção dos bombeiros durante a localização do corpo foi que Victor ainda segurava a chave da moto aquática em uma das mãos, um reflexo do momento crítico em que tentou lidar com a situação após a queda.
Natural de Nova Russas, Victor era uma figura respeitada no setor comercial do Ceará. Como empresário do ramo de atacado, ele mantinha contratos importantes com diversas prefeituras do estado, sendo reconhecido por sua atuação profissional sólida.
Sua morte repentina causou grande comoção entre amigos, familiares e parceiros de negócios que acompanhavam sua trajetória. Agora, com a liberação do corpo pela Perícia Forense, a família organiza o translado para sua cidade natal.
O caso serve como um lembrete trágico sobre a importância inegociável de manter os equipamentos de segurança, como o colete salva-vidas, devidamente afivelados durante todo o tempo de permanência na água, independentemente da experiência do condutor.
