O Brasil se despede de um dos maiores nomes de sua teledramaturgia com a morte de Manoel Carlos, aos 92 anos, ocorrida neste sábado, no dia 10 de janeiro. Os fãs estão lamentando sua partida.
O autor estava sob cuidados médicos intensivos desde julho de 2025 e lidava com a doença de Parkinson, condição que o manteve recluso em sua cobertura no Leblon nos últimos anos.
A família confirmou que o velório será restrito a amigos próximos. Maneco, como era carinhosamente chamado, deixa a esposa Elisabety e as filhas Júlia Almeida e Maria Carolina. O autor enfrentou em vida a trágica perda de três de seus 5.
Natural de São Paulo, mas carioca por convicção, Manoel Carlos revolucionou a narrativa televisiva ao transformar o cotidiano da burguesia do Rio de Janeiro em crônicas sociais profundas.
Sua carreira começou como ator na TV Tupi aos 17 anos, mas foi como autor que ele imortalizou as Helenas, protagonistas inspiradas na força de Helena de Troia.
Ao todo, nove atrizes deram vida a essas personagens icônicas, desde Lilian Lemmertz em Baila Comigo (1981) até sua filha, Julia Lemmertz, em Em Família (2014), obra que marcou sua despedida das telas.
O legado de Manoel Carlos é marcado por sucessos estrondosos como Por Amor, Laços de Família e Mulheres Apaixonadas, onde utilizava o cenário solar do Leblon para debater temas áridos como alcoolismo e câncer.
O autor defendia que situar dramas fortes sob o “céu azul do Rio” permitia que o público absorvesse as tramas de maneira mais leve. Ele é considerado um dos mais importantes autores da dramaturgia brasileira.
Vencedor de seis Troféus Imprensa, Maneco encerra sua jornada como o mestre do “cotidiano charmoso”, deixando uma lacuna irreparável na cultura brasileira.
