O ex-presidente Jair Bolsonaro segue cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal de Brasília (DF), após ser condenado por tentativa de golpe de estado. No local, Bolsonaro possui uma estrutura muito acima da média para os presídios brasileiros.
Banheiro privativo, cama, frigobar, televisão, tudo em uma área de 12m². Além disso, o ex-presidente também conta com assistência médica 24h e tem recebido visitas com frequência de familiares.
Apesar disso, nesta semana, a defesa do ex-presidente entrou com um novo pedido para que Bolsonaro possa cumprir a pena em regime domiciliar. O pedido será apreciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Essa não é a primeira vez que a defesa tenta um pedido parecido. No último dia 23 de novembro, os advogados do ex-presidente já tinham usado seu estado de saúde para solicitar uma “prisão domiciliar humanitária”.
Segundo os advogados, o estado de saúde do ex-presidente exige cuidados médicos, incluindo uma cirurgia. De acordo com a petição, Bolsonaro sofre de soluços que estão fora de controle e não respondem a nenhum tratamento.
“Em razão da persistência do quadro, que gera impacto significativo em repouso, alimentação, sono, respiração e qualidade de vida, há indicação médica de bloqueio anestésico do nervo frênico, procedimento reconhecido como opção terapêutica em casos de singultos (soluços) graves e refratários”, diz o documento.
Para ser submetido a cirurgia, Bolsonaro precisa de autorização da Justiça, já que o procedimento envolve a saída da prisão para o hospital. A defesa justifica que o procedimento precisa ser feito em sedação do paciente e em ambiente hospitalar.
Os advogados esperam que o STF autorize a realização da cirurgia e atendam ao pedido para que o ex-presidente possa cumprir a pena em domicílio depois de receber alta, tendo em vista o estado de saúde.
