Polícia dá detalhes de como era o ambiente em que vivia menino de 3 anos que não resistiu após agressão no RS

A Polícia trouxe mais detalhes de como era a vida do menino de apenas 3 anos de idade que não resistiu após ter sofrido com espancamento.

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul detalhou, nesta quinta-feira, 9 de julho de 2026, os fundamentos que motivaram a prisão preventiva de Mayanna Angelina Rodgers, mãe do menino Oliver Golden Grayson, de 3 anos de idade.

Ele faleceu após ser espancado pelo pai no município de Viamão. A prisão da mulher foi decretada após o Judiciário apontar indícios suficientes de sua participação nos fatos e avaliar o risco de fuga, uma vez que a investigada possui nacionalidade japonesa e histórico recente de deslocamentos interestaduais.

De acordo com as investigações lideradas pela delegada Luana Medeiros, os elementos colhidos apontam que Mayanna agia com conivência em relação às torturas e também praticava atos de violência física contra os filhos.

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autoridade policial destacou a hediondez das justificativas apresentadas, uma vez que as agressões eram fundamentadas pela família como métodos de correção e disciplina baseados em sua cultura e religião.

Em depoimento, a mãe negou ter agredido as crianças, mas admitiu que o marido, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, preso desde o domingo, 5 de julho, exercia uma disciplina rígida sob o pretexto de estar correto.

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Conforme o relatório policial, a gravidade do espancamento resultou no achatamento do crânio da vítima e no deslocamento interno de seu coração, tornando inviável a tese de que a mulher, estando no quarto ao lado, não tivesse ouvido a violência ou tentado intervir para conter o companheiro.

O histórico familiar revelou ainda que o casal já registrava antecedentes por agressão física contra outro filho, então com 7 anos de idade, em um episódio ocorrido no ano de 2024 na cidade de Águas de Lindoia, em São Paulo.

Apesar do indiciamento pela coautoria e omissão nos maus-tratos, a Polícia Civil não descarta a possibilidade de Mayanna também figurar como vítima no âmbito familiar, visto que existem indícios periféricos de que ela sofria violência doméstica por parte do marido.

O caso do menino Oliver teve o desfecho trágico na noite de quarta-feira, 8 de julho, quando a equipe médica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre confirmou o diagnóstico de morte cerebral em decorrência dos traumas severos no crânio, tórax e abdômen.

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Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.