A mulher de 37 anos acusada de se passar por uma menina de 11 anos para ser acolhida por uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina, será submetida a uma avaliação psicológica determinada pela Justiça.
A decisão foi tomada nesta terça-feira (09/06), após um pedido da defesa e suspende temporariamente o andamento da ação penal que apura o caso. O exame de sanidade mental foi marcado para o próximo dia 26 de junho e tramita em um processo separado, sob segredo de Justiça.
A perícia deverá apontar se a investigada tinha capacidade de compreender seus atos no período em que manteve a identidade falsa. Enquanto aguarda o resultado do laudo, a ação principal fica paralisada.
Na mesma decisão, a 1ª Vara Criminal de Joinville aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), tornando a mulher oficialmente ré pelos crimes de estelionato e falsa identidade.
O caso ganhou repercussão nacional após a descoberta de que Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, teria criado a personagem “Gabriele Ferreira dos Santos”, apresentada como uma criança de 11 anos em situação de vulnerabilidade.
Segundo o Ministério Público, a identidade falsa foi usada para convencer uma família a acolhê-la e custear suas despesas por cerca de 14 meses. O órgão afirma que ela relatava supostos episódios de maus-tratos e exploração para sensibilizar as vítimas.
De acordo com a denúncia, entre fevereiro de 2025 e junho de 2026, a acusada teria obtido moradia, alimentação, medicamentos, transporte e outros benefícios ao sustentar a falsa história.
O resultado da avaliação psicológica poderá influenciar diretamente os rumos do processo. Caso a perícia conclua que a ré possuía incapacidade parcial ou total para compreender seus atos, a condução da ação penal poderá ser alterada.
