A morte de uma criança de 3 anos em Palmas mobilizou investigadores e trouxe para o centro das apurações acontecimentos registrados durante o último período em que ela permaneceu na casa do pai.
Relatos de familiares, exames periciais e depoimentos estão sendo analisados para esclarecer o que ocorreu no imóvel antes de as autoridades serem comunicadas. Gustavo Veloso Feitosa havia passado o fim de semana com o pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, e a companheira dele, Kathellen Moreira da Silva.
Na manhã de segunda-feira, dia 3, a babá que normalmente trabalhava na residência chegou para cumprir seu expediente, porém foi dispensada antes de encontrar o menino.
Segundo a Polícia Civil, essa circunstância passou a integrar a investigação, e a funcionária deverá prestar depoimento sobre o episódio. Os investigadores trabalham com a possibilidade de que Gustavo já estivesse morto desde a noite anterior, enquanto os responsáveis permaneceram no imóvel até a comunicação do caso às autoridades na tarde seguinte.
Igor procurou uma unidade policial por volta das 16h30 de segunda-feira e apresentou inicialmente a versão de que o filho havia sofrido um incidente na piscina no domingo.
A perícia, entretanto, não encontrou elementos compatíveis com afogamento e apontou hemorragia interna associada a lesões como causa da morte, levando os investigadores a aprofundarem a apuração.
A mãe do menino, Sabrina da Silva Feitosa, mantinha uma disputa judicial com Igor envolvendo pensão alimentícia e apresentou registros anteriores relacionados ao comportamento da criança depois das visitas ao pai.
A polícia também analisa materiais fornecidos por ela, enquanto busca reconstruir os últimos dias de Gustavo sem antecipar conclusões além das evidências reunidas. Igor e Kathellen foram presos preventivamente na madrugada de quinta-feira, dia 6, e são investigados no processo, cabendo à Justiça determinar responsabilidades.
Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!
As defesas contestam aspectos das medidas adotadas, afirmam que buscarão providências judiciais e destacam que o caso permanece sob sigilo. A investigação prossegue com perícias, depoimentos e análise dos registros disponíveis para estabelecer a sequência dos acontecimentos.
Casos envolvendo sinais de risco para crianças reforçam a importância de familiares, responsáveis e instituições comunicarem rapidamente situações preocupantes aos órgãos de proteção, permitindo que possíveis ameaças sejam avaliadas antes que consequências irreversíveis ocorram.
