Erros graves durante abordagens policiais costumam gerar questionamentos imediatos, principalmente quando há divergência entre versões e consequências irreversíveis. Situações como essa colocam em debate a forma como intervenções são conduzidas e até que ponto procedimentos são seguidos corretamente.
Foi nesse contexto que a morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, passou a ser investigada em São Paulo. O caso aconteceu na madrugada do dia 3, no bairro de Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital. Após o ocorrido, o Ministério Público de São Paulo abriu um procedimento para apurar as circunstâncias da ação.
A investigação ficará sob responsabilidade do Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial, que deve analisar todos os detalhes do episódio.
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares relataram que faziam patrulhamento quando avistaram um casal caminhando no meio da rua. Um suposto contato com a viatura teria motivado o retorno da equipe ao local. Veja vídeo que capta momento:
https://www.instagram.com/reel/DW6532oE4Ay/
Segundo essa versão, houve discussão e, durante o desentendimento, Thawanna teria avançado contra uma policial, iniciando um confronto físico que culminou no disparo. No entanto, o companheiro da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, apresentou um relato diferente.
Ele afirma que a viatura passou em alta velocidade e quase atingiu o casal, o que teria causado a reação. Ainda segundo ele, a abordagem foi desproporcional e incluiu o uso de spray de pimenta, além do disparo que atingiu Thawanna, mesmo sem comportamento agressivo por parte dela.
Imagens de uma câmera de segurança registraram parte da ocorrência. No vídeo, o casal aparece caminhando tranquilamente antes da passagem da viatura. Pouco tempo depois, é possível ouvir uma discussão seguida pelo som do disparo, o que reforça a necessidade de esclarecimentos mais detalhados.
Thawanna chegou a ser socorrida e levada ao hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Ela deixa um filho de apenas cinco anos. Enquanto as investigações avançam, o caso segue cercado por versões divergentes e levanta discussões importantes sobre procedimentos, preparo e responsabilidade em ações policiais.
