Permitir que uma pessoa sem habilitação conduza um veículo é uma irresponsabilidade que pode custar caro, e, infelizmente, vidas. A condução de um automóvel exige preparo, maturidade e domínio técnico, fatores que não podem ser substituídos por improviso ou confiança excessiva.
Um exemplo doloroso dessa falta de responsabilidade ocorreu na noite deste domingo, dia 7 de dezembro, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde um adolescente de 15 anos perdeu o controle de um carro e atropelou duas crianças, resultando na morte de um menino de dois anos.
Segundo a Polícia Militar, o carro era conduzido pela adolescente sob a supervisão de Daniel Lucas Martins, de 28 anos, que não possuía carteira de habilitação. A mãe da jovem estava no banco de trás durante o episódio.
Imagens de câmeras de segurança mostram o veículo subindo uma ladeira e, em seguida, descendo desgovernado até atingir as crianças que brincavam na calçada, no bairro São Benedito. O pequeno Hariel Lucas Santos de Melo ficou preso entre o carro e o muro, morrendo no local.
https://www.instagram.com/reel/DSAUn0jESxh/
Outro menino, de seis anos, foi socorrido com ferimentos na cabeça e levado à UPA São Benedito. De acordo com a investigação, Daniel teria proposto “dar aulas de direção” à jovem e a incentivou a subir a ladeira, momento em que ela perdeu o controle e o carro desceu de ré.
Um vídeo enviado pela família mostra Hariel, de 2 anos, brincando de bola antes de morrer nesse último domingo. Nas imagens, um homem incentiva o pequeno: “Pega a bola, chuta para o papai, faz gol”. Veja o momento comovente:
https://www.instagram.com/reel/DSAyjlSEWup/
O vigilante foi agredido por moradores após o acidente e acabou preso. Já a adolescente foi apreendida e levada para a delegacia da cidade. O pai de Hariel, visivelmente abalado, disse que havia acabado de chegar da igreja com os filhos quando tudo aconteceu.
“Um irresponsável colocou o carro nas mãos de uma criança. Levou a vida do meu filho”, lamentou. O caso reacende o alerta sobre a necessidade de fiscalização e consciência no trânsito, especialmente quanto à gravidade de permitir que menores assumam o volante.
