Algumas prisões acabam ultrapassando o noticiário policial e ganham enorme repercussão nacional, principalmente quando envolvem figuras conhecidas do esporte e casos que marcaram a opinião pública. Foi exatamente isso que voltou a acontecer com o ex-goleiro Bruno Fernandes, preso novamente após ser considerado foragido da Justiça.
O caso rapidamente movimentou redes sociais e reacendeu debates sobre o cumprimento de penas e benefícios judiciais. Bruno foi localizado na noite de quinta, dia 7 de maio, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, ele foi encontrado no bairro Porto da Aldeia e não apresentou resistência durante a abordagem.
Após o cumprimento do mandado de prisão, o ex-jogador foi encaminhado inicialmente para a 125ª DP e, posteriormente, levado para a 127ª DP, em Búzios, onde os procedimentos legais tiveram continuidade.
O mandado havia sido expedido no dia 5 de março pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro. A decisão ocorreu após o entendimento de que Bruno descumpriu condições impostas pela liberdade condicional.
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Entre os pontos apontados pela Justiça estão viagens sem autorização, ausência de atualização de endereço por anos e o não retorno ao regime semiaberto após uma viagem ao Acre. De acordo com informações do Ministério Público do Rio de Janeiro, Bruno viajou em fevereiro para atuar pelo Vasco-AC sem autorização judicial.
Além disso, o órgão destacou que ele também teria frequentado locais proibidos e participado de eventos esportivos sem comunicar oficialmente a Justiça. O ex-goleiro cumpre pena pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, crime ocorrido em 2010 e que teve enorme repercussão dentro e fora do Brasil.
Em 2013, Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. A investigação concluiu que Eliza foi morta após cobrar o reconhecimento da paternidade do filho Bruninho Samudio, que atualmente atua nas categorias de base do Botafogo como goleiro.
Ao longo dos últimos anos, o caso passou por diversas reviravoltas judiciais, incluindo progressão para o regime semiaberto em 2019 e a concessão de liberdade condicional em 2023. A nova prisão ocorreu após uma ação conjunta entre os setores de inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
