A região do Baixo São Francisco e o cenário das vaquejadas nordestinas enfrentam um momento de luto e profunda indignação com a morte do cantor Willame Vaqueiro, de 39 anos.
O artista, que havia desaparecido no dia 14 de março, foi localizado sem vida no dia seguinte, 15 de março de 2026, em uma área de mata no Povoado Betume, em Neópolis, na região de Sergipe.
A brutalidade do crime chocou a comunidade, uma vez que o corpo apresentava sinais de agressão severa provocados por golpes de facão, o que exigiu uma mobilização imediata das equipes do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia técnica.
Natural de Penedo (AL), Willame mudou-se para Sergipe ainda na infância e ali consolidou sua identidade artística e pessoal. Sua relação com a música começou precocemente aos sete anos, quando já se dedicava ao repente e à toada.
Com isso, ele era considerado a personificação da cultura que cantava: além de artista reconhecido nas arenas, trabalhava como vaqueiro em fazendas da região, unindo a lida diária com o gado ao brilho das apresentações em cavalgadas e eventos tradicionais.
Essa autenticidade o tornou uma figura extremamente popular e querida entre os moradores do interior sergipano. Diante da tragédia, a Prefeitura de Neópolis emitiu uma nota oficial de pesar, solidarizando-se com a família e destacando a importância de Willame.
Enquanto as autoridades policiais trabalham para elucidar a autoria e a motivação do homicídio, amigos e fãs utilizam as redes sociais para homenagear o homem que fez da sua voz um berrante para as raízes nordestinas.
A partida de Willame Vaqueiro silencia uma voz potente da cultura popular, mas seu legado como porta-voz do homem do campo permanece gravado na história do Baixo São Francisco.
“Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos e admiradores, desejando força e conforto para superar essa perda irreparável”, disse através de uma nota oficial da Prefeitura de Neópolis.
