Tensões geopolíticas entre grandes potências costumam gerar preocupação global não apenas pelos impactos imediatos na segurança internacional, mas também pelas consequências indiretas que conflitos de grande escala podem provocar em diferentes áreas.
Entre os temas que especialistas apontam como fortemente afetados por guerras está o combate às mudanças climáticas, que depende de cooperação entre países, investimentos e planejamento de longo prazo.
Nos últimos dias, o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel reacendeu discussões sobre a possibilidade de um conflito mais amplo no cenário internacional.
Embora ainda não haja confirmação de uma guerra de proporções globais, analistas avaliam que um confronto dessa magnitude teria efeitos significativos sobre políticas ambientais e sobre o avanço do aquecimento global.
De acordo com especialistas ouvidos por pesquisadores e veículos de imprensa, uma guerra mundial poderia provocar um aumento imediato na emissão de gases de efeito estufa.
March 8, 2026 – Tehran at sunrise today. But the sun is hidden behind a sky filled with smoke. After a night of intensive strikes on oil facilities, thick black clouds now hang over the city, turning morning into something that feels like night. pic.twitter.com/7MghBnWRRw
— RKOT (@RKOTOfficial) March 8, 2026
Isso ocorreria principalmente devido a incêndios, destruição de infraestrutura e uso intensificado de combustíveis fósseis em operações militares. A indústria bélica depende fortemente desse tipo de energia para movimentar navios, tanques, aeronaves e diversos equipamentos utilizados em combate.
Além das emissões diretas, os impactos ambientais também poderiam surgir a partir da destruição de áreas naturais e de ecossistemas responsáveis por absorver carbono da atmosfera. Florestas, solos e fontes de água poderiam sofrer danos significativos, reduzindo a capacidade natural do planeta de equilibrar o clima.
Outro fator apontado por especialistas é o chamado “custo ambiental da reconstrução”. Após grandes conflitos, a reconstrução de cidades e infraestruturas exige enormes quantidades de materiais como cimento, aço e energia, setores conhecidos por gerar altas emissões de poluentes.
Conflitos internacionais também podem enfraquecer acordos climáticos globais. Em cenários de guerra, países tendem a priorizar gastos militares e segurança nacional, reduzindo investimentos em políticas ambientais.
Além disso, a cooperação internacional — considerada essencial para enfrentar o aquecimento global — costuma diminuir quando nações passam a atuar de forma mais isolada. Especialistas alertam ainda que as mudanças climáticas também podem influenciar a geopolítica no futuro.
Alterações no regime de chuvas, aumento do nível do mar e escassez de recursos naturais podem intensificar disputas entre países e gerar novas áreas de tensão e conflito, o que piora ainda mais o cenário.
Tehran tonight.
Trump and Israel are burning Iran’s capital — a city of 9 million people.
This is not “liberation.”
This is pure terror.pic.twitter.com/wubi4cFADj
— sarah (@sahouraxo) March 7, 2026
Por esse motivo, pesquisadores defendem que acelerar ações de combate às mudanças climáticas não é apenas uma questão ambiental, mas também uma estratégia importante para reduzir riscos de conflitos e garantir maior estabilidade global nas próximas décadas.
