Em Senador Elói de Souza, cidade do Rio Grande do Norte em um estado de calamidade pública por conta da seca, Adailton Oliveira lembra, com emoção, que o animal estava agonizando de fraqueza, faminto e foi morto por seu dono.
Os pedaços ficaram caídos onde foram repartidos. Adailton, relata que ainda ficou com a mão em uma das patas dianteiras. Com a mulher, Sebastiana fez com que os pedaços durassem por cerca de 20 dias em um fogão a lenha improvisado. O dinheiro do Bolsa Família não da para ajudar em nada.
Os relatos sobre a fome na região potiguar somam-se aos de outros brasileiros por todo o país. Neste ano, ganhou uma certa notoriedade fotos de ossos de um boi que estava sendo disputado por moradores do Rio de Janeiro e que foram vendidos como produto a mais em um açougue em Santa Catarina.
Duas casas a frente, Deojem Emanuel Gomes da Silva, de 57 anos de idade, conta que não tem nada em sua geladeira. O único alimento que tem disponível ali, é meio quilo de feijão. A renda que eles possuem é muito menor que o valor em que o gás encontra-se.
Ele ainda relata que não é possível nem ir atrás dos pequenos répteis, que por muitos anos eram os que alimentavam os mais pobres na seca do Nordeste. O número dr famílias que encontram-se em uma situação de pobreza também subiu, e aumentou o número de pessoas que estão sofrendo com a fome.
O país, tem observado, que em 2014 havia saído do Mapa da Fome da ONU, mas vem regredindo. O cenário piora desde o ano de 2016.
