Ao longo desta quinta-feira (07/08), a internet acompanhou as tensões políticas sobre os pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Diversas lideranças da extrema direita, alinhadas ao ex-presidente Bolsonaro, vinham pressionando presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pautar os pedidos de impeachment em sessão.
Atualmente, existem dezenas de pedidos de impeachment contra o ministro. No entanto, os pedidos precisam ser pautados pelo presidente do Senado, para então seguir o rito processual.
Nesta quinta, Alcolumbre quebrou o silêncio e respondeu a pressão de seus pares. O senador deixou claro, em uma declaração bastante contundente, que não vai abrir discussão sobre o tema.
“Nem se tiver 81 assinaturas, ainda assim não pauto impeachment de ministro do STF para votar”, disse Alcolumbre, sem esconder a irritação diante da tensão que cresce no Congresso. A declaração foi dada para interlocutores, segundo informações da Coluna do Estadão.
Oposição tenta forçar aprovação de lei de anistia e impeachment de Moraes
Antes de alcançar o número mínimo de assinaturas pelo impeachment de Moraes, membros da oposição já tinham também se organizado para obstruir o parlamento. Na última quarta, a polícia legislativa chegou a ser acionada.
A briga com Alexandre de Moraes não é nova, mas atingiu um ponto de ebulição nos últimos dias, quando o ministro decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro. Moraes também é relator de inquéritos que preocupam alguns parlamentares, como o inquérito das fake news.
Além de pressionarem por uma aprovação de anistia, que beneficiaria o ex-presidente, os parlamentares também tentam forçar o impeachment de Moraes, que vem sendo descrito como “ditador” na narrativa da oposição.
Fora do país, Eduardo Bolsonaro (PL) articula abertamente com o governo dos EUA contra o Brasil, chegando a falar abertamente sobre o assunto e pedindo por sanções que prejudiquem a economia nacional.
